sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Turismo em Mirandiba.


Pontos turísticos

- Balneários com Banhos de Piscina e Bica, comidas típicas e bebidas em geral. (Balneário Tropical e o Chacal).
- A Mangueira do Brejo, no Sítio Brejo do Gama. A Maior Mangueira do Mundo.
- A Pedra Comprida, no Sítio Ajuntador. Grande Pedra em forma de cone com pinturas rupestres.
- A Pedra do Sino, na fazenda Barra dos Veados, com forte som ecoante ao ser tocada.
- A Furna de Lampião, próximo ao Distrito de Tupanaci. Conta a Lenda que o Cangaceiro Lampião ao passar por essas terras descansou com seu Bando na Furna.
- O Catolezeiro de Sete Copas. Catolezeiro que sofreu mutação genética e mostra Sete Copas, quando normalmente deveria mostrar apenas uma.
- O Casario de Tupanaci. As Casas mais antigas da região. Construídas pelas primeiras famílias que habitaram a região há mais de 200 anos.
- A Baraúna do Padre Cícero. Localizada no Povoado de Várzea do Tiro. Conta a Lenda que o Pe. Cícero em meados da década de 30, ao passar por essa região, descansou e celebrou uma missa na Baraúna.
- Sociedade Educativa Mirandibense (SEM), na qual todos os fins de semana promove eventos para a diversão dos jovens e adultos da cidade.

- O nosso São João, a perspectiva das festas juninas transforma a cidade e o espirito das pessoas, que setem uma irresistível atração e afinidade pela festa. Ao todo são nove noites de festa começando dia 15 de junho até o dia 23 com diversas atrações entre elas as quadrilhas juninas, barracas com comidas tipicas e muito forró.
                                               Foto 20/06/14 (São João de Mirandiba).



                                             

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Breve descrição da fundação de Mirandiba.



     No dia 21/01/1912 os comerciantes receberam a ordem de despejo impetrada pelo proprietário da Fazenda Vázea do Tiro (Urbano Alves de Carvalho) contra todos os habitantes do povoado das terras da fazenda e entre eles eles estava Elizeu Campos e outros comerciantes que faziam a feira neste local para vender seus produtos.
     Nesse contexto, o Sr. João Barbosa de Barros, dono da fazenda Quixabeira anunciou um novo local, o alto da queixada para ser realizada a feira hoje a qual foi doada ao patrimônio de São João Batista pelo devoto João Barbosa de Barros.
     Em 22/01/1912, Elizeu Campos e seus cunhados, Tiburtino Alves de Carvalho e Francisco de Carvalho Barros derrubaram a mata e fizeram a primeira feira. O nome do povoado foi Queixada. Esse nome ocorreu devido a morte de um porco queixada muitos anos atrás por um escravo de nome Leandro.
     Em 1915 foi construída a 1a casa de tijolo pelo Capitão Elizeu Campos, e elevada à categoria de Vila.
     Em 1932 foi construída a Igreja de São João Batista, tendo como vigário o padre Manoel Gomes. A Paróquia foi criada em 9 de junho de 1968. O município foi criado em 20 de novembro de 1958, pela lei estadual nº 3234 e teve o primeiro prefeito nomeado: Francisco Torres de Carvalho. O atual município de Mirandiba, teve 3 denominações: 1º) Vila Queixada (devido ao porco selvagem morto na ocasião). 2º) São João dos Campos (João em homenagem ao doador e Campos ao fundador) 3º) Mirandiba (Nome indígena que significa Porco Queixada, nome dado pelo jornalista Mario Melo).
     Anualmente, no dia 11 de março Mirandiba comemora a sua emancipação política.




Referências:

Genealogia Pernambucana. Famílias do sertão de Pernambuco.
Biblioteca do IBGE.





Muitas vezes ouvir essa história da fundação com meu pai (Antônio Tiburtino de Carvalho), minha tia (Ursulina Alves de Carvalho), José de Carvalho Campos e tio Né (Manoel Furtado de Carvalho) o qual presenciou todos os fatos.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O Colonizador do Sertão (Manoel Lopes Diniz).



Manoel Lopes Diniz (Marecos, 17 de janeiro de 1709 — Pernambuco, 7 de dezembro de 1792) foi um explorador, colonizador e fazendeiro do sertão.

Vida

     Desde os primeiros anos da colonização até à época da independência, colonizadores portugueses migraram para o Brasil e, desse modo, ajudaram a afirmar o controle da coroa sobre a nova terra. Eles constituíram o mais numeroso, consistente e duradouro grupo de imigrantes livres que o Brasil recebeu. O constante fluxo de imigrantes portugueses para o Brasil e a importância desse fenômeno para o desenvolvimento do país modelou a nação brasileira de um modo diferente de qualquer outro grupo.
     Em meados do século XVIII, partiu da região do Tâmega no norte de Portugal, em direção ao Brasil, Manoel Lopes Diniz, filho de Bento Lopes e Águeda Maria Diniz descendente de Dinis I de Portugal que foi o sexto rei na Lista de reis de Portugal, com o cognome "O Lavrador" pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria ou o Rei-Poeta devido à sua obra literária.
     Em 15 de janeiro de 1756, na época do ciclo da pecuária, Manoel Lopes Diniz arrendou do morgado da Casa da Torre as Fazendas Panela D’Água, Brejo do Gama e Campo Grande que pertenciam aos Garcia d’Ávila, proprietários destas terras na capitania de Pernambuco, investindo na criação de gado vacum e cavalar. Hoje, as terras estão localizadas nas microrregiões de Itaparica, Salgueiro e Vale do Pajeú. A Fazenda Panela D´água esta situada no município de Carnaubeira da Penha. A Fazenda Campo Grande em Floresta. A Fazenda Brejo do Gama se encontra na região da divisa entre cinco municípios; Carnaubeira da Penha, Floresta, Serra Talhada, São José do Belmonte e Mirandiba.
     No ano de 1791, Manoel Lopes Diniz fez o seu testamento na Fazenda Panela D´água, vindo a falecer no ano seguinte, no mesmo local. Seu corpo foi amortalhado em hábito de São Francisco de Assis e sepultado no corpo da Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos da Fazenda Grande na qual ajudou a construir e que deu origem à cidade de Floresta. A cerimônia foi dirigida pelo Reverendo Joaquim da Cunha Porto, Cônego de Santa Rocha e Vigário de Cabrobó.


A Importância da sua Descendência


Casado com Maria de Barros da Silveira tiveram 11 filhos, um faleceu logo pequeno e os outros dez são:

1. Coronel Manoel Lopes Diniz (Filho), casou com Ana Torres e em segundas núpcias com sua prima Ana Tereza da Silva. Foi proprietário da Fazenda Brejo do Gama. Esta localizado nessa região o distrito de Tupanaci, as margens do Rio Pajeú.
2. Capitão Vitorino Pinto da Silva, casou com Sebastiana Ramalho. Seu filho, o Tenente Coronel José Vitorino de Barros e Silva, era proprietário da Fazenda Bezerros que deu origem ao município de Verdejante.
3. Capitão Gonçalo Pinto da Silva adquiriu uma parte da Fazenda Grande que deu origem ao município de Floresta. Foi casado com Claudiana Maria do Espírito Santo filha do fundador da cidade de Curaçá e descendente de Diogo Álvares Carreia e Catarina Paraguaçu o primeiro casal cristão do Brasil.
4. Capitão José Lopes Diniz, casou com Josefa Gonçalves Torres. Residiam na Fazenda Panela D´Água, hoje no município de Carnaubeira da Penha.
5. Rosa Maria do Nascimento, casou com o Capitão Comandante Francisco Gomes de Sá, um dos donos das terras banhadas pelo Riacho dos Mandantes (comandantes), hoje divisa entre os municípios de Floresta e Petrolândia.
6. Inácia Maria da Conceição, casou com o português Manoel Alves de Carvalho. Foram proprietários da Fazenda Canabrava que deu origem ao município de Belém do São Francisco. Seu neto, o Coronel Manuel de Sá Araújo, foi o responsável pelo surgimento de Salgueiro.
7. Maria da Silva Barros, casou com o Capitão Francisco Barbosa Nogueira, proprietário da Fazenda Escadinha em Serra Talhada, sendo um dos primeiros colonizadores da região ao lado de José Carlos Rodrigues e Agostinho Nunes de Magalhães. Nas terras da fazenda Quixabeira de propriedade do casal Jacinta Maria de Carvalho, e João Barbosa de Barros, descendentes de Manoel Lopes Diniz, surgiu o município de Mirandiba.
8. Maria Águeda Diniz, casou com o português Manoel Gomes dos Santos. Eram proprietários da Fazenda Inveja, local do inicio do município de São José do Belmonte.
9. Ana Maria da Silva.
10. Clara Lina da Silva.



Para finalizar trechos da obra de Livino Barros retratando a vida de Manoel Lopes Diniz:



... Manuel Lopes Diniz vossa progênie
Aumentou, cresceu, frutificou e quantos
Rebentos vosso no Brasil são talos!
A vossa raça vai crescendo Bem.
Robusta, prosperou forte, opulenta,
Ergue cidades e constrói fazendas,
No Sertão faz açudes e vivendas,
Porque tem à lavoura um grande amor.
E abrindo estradas de um lugar a outro
Como os guerreiros Bandeirantes, ela
Tem sido sempre em trajetória bela
Representantes nobres, de valor.
.....
.....
De Jafé, que na Europa fez guarida
Os lusitanos decendem. Mesclada
De Godos e Alanos-controlado
Com Romanos e Mouros-Portugal
Conservando a remota origem Célta
Na lavoura, no amor, na lealdade,
Fez um povo de tanta heroicidade
Que formou o Brasil como ele igual.
Ó Manuel Lopes Diniz, a Raça
Que geraste na terra Americana,
Vai progredindo na pernambucana
Gleba e em todo Brasil. Ergo feliz
A minha voz para saudar cantando
O português que da Penísula Ibérica
Veio um povo gerar na Sul América.
Salve, ó Manuel Lopes Diniz.



Referências


1. Genealogia Pernambucana. Famílias do Sertão de Pernambuco (em português).
2. Um panorama histórico para a imigração portuguesa para o Brasil (em português).
3. Famílias Belemitas: Genealogia das famílias que contribuíram para o desenvolvimento econômico, sociocultural do município de Belém do São Francisco-PE (em português).
4. Morgados do Interior: a Casa da Torre de Garcia D'Ávila (em português).
5. Fundação Biblioteca Nacional. Capela Bom Senhor Jesus dos Aflitos da Fazenda Grande e a origem do município de Floresta. (em português).
6. A Formação da sociedade no sertão pernambucano: trajetória de núcleos familiares (em português).
7. Pergunte a Pereira da Costa. Volume 7. Ano 1802, pág. 126. (em português).
8. Salgueiro: Da fundação às conquistas para emancipação política. (em português).
9. Biblioteca IBGE
10. Belmonte diário. Crônicas sobre a história do município. (em português).




sábado, 16 de janeiro de 2016

O Blogger

O Blog: “Mirandiba, História e memória” tem a finalidade de proporcionar uma valorização à beleza, amor, carinho e respeito pela nossa cidade Mirandiba, ele tem a função de mostrar a população que podemos e devemos valorizar e respeitar o nosso município, pois é nele que vivemos nos tornamos cidadãos e muitas das vezes, passamos por toda a nossa experiência de vida aqui. A importância dessa pagina é um maior conhecimento da história da própria cidade, bem como também sua preservação e, um reconhecimento da importância de cada pessoa como parte integrante na formação da cultura Mirandibense desse povo acolhedor e humilde.